Para combater alunos desordeiros, duas escolas secundárias no Reino Unido começaram a testar câmeras corporais usadas por funcionários. Os professores usarão o equipamento para registrar incidentes específicos, como uma "ameaça percebida a um membro da equipe ou aluno", de acordo com Tom Ellis, um professor da Universidade de Portsmouth e ex-pesquisador do Ministério do Interior. A identidade das escolas é, por enquanto, um mistério, para evitar interferência indesejada durante o julgamento. As câmeras também não estarão gravando o tempo todo — semelhante à polícia, caberá aos professores decidir quando apertar o botão de gravação.
“Não é como uma câmera de vigilância”, enfatizou Ellis.
Espera-se que as câmeras desencorajem “desordem de fundo de baixo nível” durante as aulas. As salas de aula podem ficar bem barulhentas; uma câmera claramente visível pode agir como um impedimento para alunos problemáticos. Os pais de cada escola foram “totalmente informados” do esquema e são “solidários”, de acordo com Ellis, devido à natureza da gravação. “A filmagem só ocorre quando é legítima, proporcional e necessária”, ele explicou.
Câmeras corporais já foram testadas em escolas antes. O Distrito Escolar da Comunidade de Burlington, em Iowa, comprou câmeras para diretores e vice-diretores em 2015. O uso por professores, no entanto, é mais raro, principalmente devido ao volume e aos custos associados envolvidos com uma implementação em toda a escola. A polícia nos EUA e no Reino Unido foi rápida em adotar a tecnologia, mas nas escolas a decisão é sem dúvida mais complexa. O Departamento de Educação do Reino Unido diz que os professores estão "agindo dentro da lei, até onde sabemos", mas admite que não investigou o assunto. Suspeitamos que isso acontecerá em breve, dado o impacto que as câmeras corporais podem ter no sistema educacional.